quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Grande Cecília Meireles


Nascimento: Cecília Benevides de Carvalho Meireles, 7 de novembro de 1901 ( Rio de Janeiro ).
Morte: 9 de novembro de 1964 ( Rio de Janeiro)

Estilo e gênero: Poeta intimista; sua linguagem é fluida de grande força plástica; seu lirismo se baseia na certeza do transitório e prega à reinvenção da vida.

Desde cedo, dividiu sua vida entre duas paixões: o ensino e a poesia. Sem abdicar da educação primária, em que se especializou, deu aulas de literatura em universidades do Rio de Janeiro e no Texas.
Viajante incansável, tinha apreço especial pela Índia e por Portugal - terra de seu primeiro marido, o pintor Fernando Correia Dias, com quem se casou aos 21 anos. Após o suicídio do pintor, em 1935, casou-se novamente, com o engenheiro Heitor da Silveira Grilo.
O amor pela educação das crianças levou Cecília a escrever Criança meu amor, em 1923, prosa poética que se tornou leitura obrigatória nas escolas primárias. O temperamento solitário e a tendência à introspecção fizeram com que ela reconhesse aos mesmos temas fundamentais: a transitoriedade da vida, o desamparo existencial e a ausência de sentido, que obriga cada homem a se reinventar. As influências de Rainer Maria Rilke, Cruz e Sousa e Tagore, nesse aspecto, são nítidas.
No fim da década de 1920, Cecília Meireles publicou em portugal o ensaio O espírito vitorioso, em que faz uma defesa vigorosa do simbolismo e da supremacia do particular sobre os ideais coletivos. Suas crônicas sobre educação defendem uma postura humanista, distante dos valores pragmáticos do século XX. Muitos a ligaram ao grupo dos neossimbolistas, que combateram com veemência o modernismo, redução, contudo, que não dá conta de sua poesia. Seu misticismo não se volta para o mundo, tampouco para os mistérios religiosos, mas a levam a uma região abstrata, regida pela visão do silêncio e do nada.
Ela surpreendeu seus leitores quando, em 1953, publicou o Romanceiro da Inconfidência, poema épico em que relata a história de Minas desde a colonização até a Incofidência Mineira, no século XVIII. Mesmo a temática política, porém, lhe serve de motivo para uma densa reflexão filosófica.

Texto retirado do livro: 501 Grandes escritores. Editora: Sextante.

Nenhum comentário:

Postar um comentário