A gramática era uma guerra! Os substantivos se diziam de raça pura e queriam a maioria do congresso. Já os adjetivos reivindicavam uma maior liberdade, pois eles se sentiam escravos dos mesmos substantivos. Saíram às ruas, pegaram algumas preposições e jogaram nos policiais chamados verbos. Esses eram terríveis. Suas unidades contavam com várias conjugações. Diziam na época que os policiais mais violentos eram os verbos irregulares.
As letras não saíam de casa com medo de formarem orações coordenadas e, pior, subordinadas. As conjunções se sentiram sozinhas, pois não havia como ligar duas orações. Muitas se internaram em uma clínica psiquiátrica.
Os vocativos chamavam, mas não eram atendidos por ninguém! Muitos tentaram encontrar um motivo, porém...
Os advogados filólogos pesquisavam nas leis gramaticais algum porquê, mas a coisa piorou! As gírias não aceitaram ser consideradas vulgares e queriam mais espaço nas leis. Confusão!
Não havia solução... nada! A fonética com suas descrições gritava desesperada.
Aí, sozinha, sentada em uma varanda de um enorme prédio no centro da cidade, olhando para o caos, a linguística balançava a cabeça e dizia: "Eu avisei!".
Equipe do blog.

Legal e criativo. Por um momento me veio a imagem do livro do Monteiro Lobato, "Emília no país da Gramática", que considero genial.
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